Quando pensava em parar, o telefone
tocou. Então uma voz que eu não ouvia há muito tempo, tanto tempo que
quase não a reconheci (mas como poderia esquecê-la?), uma voz amorosa
falou meu nome, uma voz quente repetiu que sentia uma saudade enorme,
uma falta insuportável, e que queria voltar, pediu, para irmos às ilhas
gregas como tínhamos combinado naquela noite. Se podia voltar, insistiu,
para sermos felizes juntos. Eu disse que sim, claro que sim, muitas
vezes que sim, e aquela voz repetiu e repetia que me queria desta vez
ainda mais, de um jeito melhor e para sempre agora.

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